A Placa Intel Galileo Gen2

Olá a todos,

nesse post falaremos sobre a placa Intel Galileo Gen2 que é compatível com o padrão Arduino. Isso significa que podemos utilizar a linguagem de programação padrão disponível no site arduino.cc para escrevermos nossos programas, que são chamados de sketch, e transferi-los para a placa como já demonstrado nos post anteriores.

Conteúdo da caixa da Intel Galileo
Conteúdo da caixa da Intel Galileo

Porém também é possível desenvolvermos nossos programas em outras linguagens como C++, Node.JS e Phyton, além de combinar diversos programas mesmo em linguagens diferentes para compor nossos projetos e executá-los ao mesmo tempo. Esse assunto será coberto e um post futuro.

Outro item do padrão Arduino é a pinagem da placa que deve seguir a especificação em relação aos pinos disponíveis e a distribuição física dos mesmos. Essa padronização permite que possamos utilizar as placas complementares para Arduino conhecidas como Shields que se encaixam nos pinos da Galileo Gen2. Dessa forma podemos estender as funcionalidades da nossa placa adicionando Shields drivers, relés, sensores, etc.

Vamos entender agora quais são os pinos e conexões disponíveis do Galileo Gen2:

Placa Intel Galileo Gen2
Placa Intel Galileo Gen2

Podemos ver na placa uma caixa retangular metálica que possui um conector de rede. Esse conector é uma ethernet que pode ser utilizada para conectarmos nossa placa na rede local. Ao lado desse conector temos uma porta micro USB e uma porta USB. A porta micro USB será utilizada para transferir os programas para a placa enquanto a porta USB padrão pode ser utilizada para conectar diversos dispositivos, como uma webcam, que podem ser controlados por nossos programas.

Na sequencia temos os pinos digitais padrão Arduino, que são nomeados de 0 a 13. Note que os pinos 0 e 1 estão marcados com RX e TX, pois podemos utilizar esses pinos para realizar comunicação serial entre a placa e outros dispositivos ou mesmo entre placas padrão  Arduino. Outra marca presente em alguns dos pinos é um til (“~”). Essa marca no pino indica que ele suporta o uso de PWM. Veremos mais adiante o que significa PWM e como trabalhar com ele.

Na lateral esquerda temos o conector de energia onde conectaremos a fonte externa, mas podemos conectar também uma bateria 12V. Abaixo desse conector temos a entrada para cartões micro SD que utilizamos para persistir nossos programas na placa e também para utilizar recursos mais avançados como desenvolvimento em C++ ou Node.JS ou uso do WiFi e bibliotecas avançadas, como reconhecimento de imagens.

Na parte inferior da figura temos os pinos analógicos, nomeados de A0 a A5. Esses pinos são utilizados para medirmos valores analógicos de sensores ou outras partes do circuito para utilizamos nos nossos programas. Também temos nessa linha de pinos os pinos de alimentação. Os principais pinos nessa linha são os marcados com GND também conhecidos como terra e os pinos 5V e 3,3V que podem ser utilizados para alimentar nossos circuitos com essas tensões.

Verso da placa Intel Galileo G
Verso da placa Intel Galileo Ge2

No verso da placa temos um conector mini PCI que pode ser utilizado para adicionarmos módulos desse padrão na nossa placa, como placa de comunicação WiFi e Bluetooth.

Nos proximos post demonstraremos como utilizar a placa Intel Galileo Gen2, como gravar a imagem do sistema operacional no cartão SD, programar a placa nas diversas linguagens, utilizar a conexão de rede por cabo e wifi além de controlar uma webcam.

Onde encontrar:

Obrigado a todos e até o próximo post!

 

 

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